Ela coexiste com a realidade, com a verdade, com a mentira,
com a moral. Ela que nos torna diferente, únicos, mágicos. Mágicos ao ponto de
nos compreender, de poder entrar no universo um do outro, de poder nos afogar
na imensidão de sabedoria que cada um traz consigo. Nem de todo boa, mas nem
tão má assim.
Ela é a paz e a guerra que somos capazes de enfrentar
internamente.
A mesma porta que entramos e podemos sair, ou sair para entrar em
algo maior e melhor que nós, e nunca tivemos a percepção necessária para enxergar.
Não existe um começo, muito menos um fim, pois ela é o infinito que há dentro e
fora de cada um, espalhada pelo Universo, levando sua beleza abstrata,
retratando cada momento e moldando as regras de que NÃO HÁ REGRAS. Pincelando o
impossível através do possível. Dançando defronte a nós, nos trazendo
imaginação, conceitos, alegrias e principalmente entendimento, sobre o que FOI,
É, E RARAMENTE SOBRE O QUE SERÁ. Nos despindo de preconceitos, padrões, moralidades
infundadas, nos devolvendo a liberdade de poder ser quem somos, quando e onde
quisermos ser e estar.
Porém, a subjetividade só lhe servirá se souberes andar
também com o respeito, porque para entrar nesse labirinto, que é o
autoconhecimento, é imprescindível saber seus limites psíquicos e físicos, não
desista, porém não vá longe demais, pode ser um caminho sem volta. Escolher
apenas seguir em frente, em qualquer situação, é uma ótima opção. Aprenda a
arte da aceitação, que temos altos e baixos, picos de depressão, que nossos
sentimentos são reais, mas que podemos modulá-los, ou quem sabe sim, nos permitir
sentir. Quantas vezes se aprende sem dor?
A alegria, a
felicidade, o bem estar, ao meu ver são só consequências de atos que acertamos
ao longo da vida e são repartidas em MOMENTOS, é monótono, chato, sistêmico,
aprendemos muito mais com sentimentos oriundos, sufocantes, que não
podemos nem ao menos explicar, nos faz chorar, rasga a alma, até cavarmos tanto
e encontrar o baú cheio de tesouro que é o entendimento/aceitação sobre
determinada situação em que nos encontramos ou passamos, e a lição que tiramos
através da experiência, é por fim um oásis de serotonina.
Desperte a
curiosidade para a subjetividade, ela é fascinantemente incrível!
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