sábado, 9 de setembro de 2017

EDUCAÇÃO

Bom primeiramente quero deixar bem claro que, não existe um manual de como lidar com os seres humanos, porém, entende-se que desde o nascimento, podemos sim, e temos tanto o dever quanto a obrigação de EDUCAR e também é algo inevitável do ciclo da vida. E o que exatamente seria isso? Educar etimologicamente vem do latim “ex” que significa “fora”, e “ducere” que significa “conduzir” ou “levar” ou seja “conduzir para fora”, para que possa conhecer as diferenças do mundo e assim conseguir ter um convívio social.
O nosso primeiro núcleo social, é a nossa família, através dela, recebemos nossas primeiras impressões do mundo, nossas cargas culturais, moral, etc. São as primeiras informações que registramos em nossa pequena massa cinzenta, é a partir daí que nossa personalidade é formada, através do ambiente em que estamos inseridos (claro que toda regra há suas exceções, estou expondo aqui um modo generalizado e mais frequente das situações cotidianas, isso não quer dizer que uma pessoa que conviveu com um pai ou mãe pedófilos, irá no futuro se tornar também, apesar de levar consigo vários traumas que não são esquecidos, mas sim superados, mas isso é outro assunto).
O ponto “X” em que quero chegar é: “Porque suas crenças, suas opções sexuais, seu modo de pensar é o correto e o meu não?”. Se pararmos para analisar desde as primeiras civilizações existiam homossexuais, pessoas com deficiências físicas e/ou mentais, negros e por aí vai, que são as minorias que sempre sofreram preconceitos, e por mais EDUCADOS E SOFISTICADOS que estejamos, isso ainda é recorrente e muito frequente nos dias atuais. Talvez a partir desse ponto da história da humanidade em que nos encontramos, devêssemos dar um passo além e evoluir socialmente, pois temos algo em nós que é abstrato, falho, mas precisamos aprender a lidar com ele porque ele é real, O NOSSO INCONSCIENTE.
O preconceito é uma semente que é plantada em nós, através dos nossos pais, parentes, crença, é algo externo. E que tal, começarmos a proferir o verdadeiro significado de “EDUCAR” em nossos lares, em nosso ambiente de trabalho, na criação de nossos filhos, pois os danos causados pelo preconceito são muitas vezes fatais. Quantos homens assumidos gays, são mortos, por ferir a masculinidade de outros, e por que fere? Porque a opção do outro me envergonha, se nada tenho a ver?
Não há problema em sermos diferentes, afinal, ninguém é igual, ninguém tem os mesmos pensamentos, ninguém tem o mesmo DNA. O que nos uni é o que nos difere, a dualidade da vida é perfeita por suas imperfeições. Vamos praticar mais a empatia, e deixar de ficar olhando para o jardim do vizinho com tantas críticas e apontando as falhas. Por que falha mesmo, é você torturar alguém psicologicamente e/ou fisicamente ao ponto dessa pessoa cometer suicídio ou você homicídio   

Educar é uma das atividades mais complexas que existe, as palavras têm um poder exorbitante sobre cada ser humano, a interpretação de cada um tem muito a ver com as suas experiências, mas devemos pensar etimologicamente na hora de educar, conduzir para fora, conhecer o mundo, lidar com as diferentes culturas, não é necessário que se ame mas que acima de tudo se respeite. 

domingo, 3 de setembro de 2017

SUBJETIVIDADE

Ela coexiste com a realidade, com a verdade, com a mentira, com a moral. Ela que nos torna diferente, únicos, mágicos. Mágicos ao ponto de nos compreender, de poder entrar no universo um do outro, de poder nos afogar na imensidão de sabedoria que cada um traz consigo. Nem de todo boa, mas nem tão má assim. 
Ela é a paz e a guerra que somos capazes de enfrentar internamente
A mesma porta que entramos e podemos sair, ou sair para entrar em algo maior e melhor que nós, e nunca tivemos a percepção necessária para enxergar. 
Não existe um começo, muito menos um fim, pois ela é o infinito que há dentro e fora de cada um, espalhada pelo Universo, levando sua beleza abstrata, retratando cada momento e moldando as regras de que NÃO HÁ REGRAS. Pincelando o impossível através do possível. Dançando defronte a nós, nos trazendo imaginação, conceitos, alegrias e principalmente entendimento, sobre o que FOI, É, E RARAMENTE SOBRE O QUE SERÁ. Nos despindo de preconceitos, padrões, moralidades infundadas, nos devolvendo a liberdade de poder ser quem somos, quando e onde quisermos ser e estar. 
Porém, a subjetividade só lhe servirá se souberes andar também com o respeito, porque para entrar nesse labirinto, que é o autoconhecimento, é imprescindível saber seus limites psíquicos e físicos, não desista, porém não vá longe demais, pode ser um caminho sem volta. Escolher apenas seguir em frente, em qualquer situação, é uma ótima opção. Aprenda a arte da aceitação, que temos altos e baixos, picos de depressão, que nossos sentimentos são reais, mas que podemos modulá-los, ou quem sabe sim, nos permitir sentir. Quantas vezes se aprende sem dor?
 A alegria, a felicidade, o bem estar, ao meu ver são só consequências de atos que acertamos ao longo da vida e são repartidas em MOMENTOS, é monótono, chato, sistêmico, aprendemos muito mais com sentimentos oriundos, sufocantes, que não podemos nem ao menos explicar, nos faz chorar, rasga a alma, até cavarmos tanto e encontrar o baú cheio de tesouro que é o entendimento/aceitação sobre determinada situação em que nos encontramos ou passamos, e a lição que tiramos através da experiência, é por fim um oásis de serotonina. 
Desperte a curiosidade para a subjetividade, ela é fascinantemente incrível!